8 de março de 2012

Rapidinhas

Fonte:http://www.google.com.br

E os corinthianos estão felizes! Depois de empatar por 1x1 com o Deportivo Tachira da Venezuela no primeiro jogo da Libertadores, ontem o timão entra com o pé direito em campo e ganha de 2x0 contra o Nacional do Paraguai.

Mas a gente já sabe o que acontece né? O Corinthians dá o sangue, joga com raça o campeonato todo, mas daí começa a ratear...sobe no salto alto e morre na praia.

E daí lanço a pergunta: o que é mais difícil? O Brasil acelerar as obras para a Copa do Mundo sem precisar de um “pontapé no traseiro”, o Barrichello conseguir patrocinador para a F1 ou o timão ganhar a Libertadores? Se os três acontecerem este ano pessoal, corram, será o Armageddon!!!

Dia Internacional da Mulher. Comemorado hoje, a data foi criada para celebrar as reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho, igualdade entre os sexos e combater o preconceito. Além disso, durante este dia, conferências são realizadas para discutir o papel da mulher na sociedade. Muito bem! E o Jornal Nacional mostrou reportagem em que os EUA homenagearam a primeira comandante de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro Santa Marta no RJ. Em prantos, a comandante recebeu o Prêmio Internacional Mulheres de Coragem, entregue por Hillary Clinton e Michelle Obama.

Agora me digam: existe data mais machista do que essa? Não me sinto nem um pouco homenageada...por que deveria? Lutar por nossos direitos nos rendeu um dia “especial” no ano? Puxa vida! Sensacional! Por que ao invés disso, as empresas não passam a pagar os mesmos salários pagos aos homens, por exemplo? Segundo estudos realizados pelo DIEESE e Fundação Seade, ganhamos cerca de 76% do valor pago aos homens para desempenhar a mesma função. Então fica a dica: para 2013, prefiro ter o mesmo salário do meu colega do lado do que ganhar bombons e flores, ok?

E pra encerrar, senão vou ter que mudar o título da coluna para compridinhas, meu assunto preferido: transporte público!

Agora, além do metrô, sou usuária de ônibus também e passei a prestar atenção no conteúdo exibido nas TVs durante o trajeto. Vou dizer a vocês, incentiva mesmo a população a pensar e a desenvolver-se culturalmente. Depois de assistir a uma chamada, preferi ler uma revista. Explico. A chamada era: Veja agora o resumo das novelas! Novela Rebelde: Leila deixa Binho de castigo!

Minha vontade é dizer: f@#@-se!!! O que isso me importa???? Assisto novelas, não vou ser hipócrita, mas isto é resumo de novela??? Kkkkk...isso é subestimar a inteligência do povo. Vamos elaborar melhor essa pauta, jornalistas!

E encerrando a coluna, enquanto escrevo assisto BBB na Rede Globo. Yuri discute com Monique e Jonas. Yuri bebaço chega para Jonas e diz que consegue ler seus lábios e Monique alterada fala em particular para Jonas: não estou nem ai se ele ler os lábios, quero mais que ele leia todos meus lábios. TODOOOOOS???? Como assim meu Deus!!! Todos mesmo??? Alguém coloque essa menina de castigo junto com o Binho antes que esse programa se transforme no BBB da Argentina.

É isso! Até a próxima!

bjkas

22 de fevereiro de 2012

Olha eu de volta!!!


Faz um ano que postei algo no meu blog e imaginem qual título queria dar para este artigo? Ano novo, vida nova...pois é, mas achei que ficaria muuito repetitivo e meu blog, que deveria ser algo periódico, estaria se transformando num anuário. Mas enfim, como podem perceber mudei o título...um pouco...

Engraçado que estava lendo o que escrevi ano passado, falando sobre ter coragem e se livrar das algemas que nos impede de viver intensamente, sobre ter medo de enfrentar o novo que nos leva a ver a vida passar, muitas vezes infeliz e sem coragem de tomar uma atitude.

Pois é, tive essa coragem! E digo a vocês, não é fácil...acho que só é fácil nos filmes de Hollywood, em que a mocinha resolve mudar sua vida, daí se muda para uma cidadezinha do interior de lugar nenhum (aquelas cidades que passam o rolo de feno no meio da rua, sacam?), arruma um emprego e uma casinha de cerca branca e em pouco tempo, normalmente quando ela vai ao bar local tomar uma cerveja, zás! Encontra o amor de sua vida e vivem felizes para sempre.

Mas na realidade não é tão glamoroso assim resolver dar uma guinada na vida (e também não tão difícil que nos impeça de ter atitude).

Calma, vocês não estão entendendo o motivo desse discursinho chato? Ok, eu digo..I’m single again!!! Isso mesmo! Estou solteira! Resolvi tentar ser feliz e mudar de vida...como se diz no popular, minha vida mudou 360°...aliás, acho SENSACIONAL quando alguém diz que sua vida mudou 360°, ou seja, rodou, rodou e voltou pro mesmo lugar né? Kkkkk

Enfim, mas toda essa mudança não é motivo para pesar não, é motivo para comemorar uma nova fase...agora sim posso dizer, ano novo, vida nova!

Comecei o ano com uma nova realidade, novos desafios, nova casa e de novo na pista!! Calma homens, solteira sim, sozinha nunca! =P

Mas o que quero compartilhar com vocês, a partir de agora, são os novos (e engraçados) desafios...

Confesso a vocês, consigo transformar a coisa mais simples desse mundo em um verdadeiro pastelão, tipo comédia de Charlies Chaplin (entenderam agora a imagem que usei no título?) e muitas vezes nestes últimos meses me senti como ele, sendo quase esmagada pela engrenagem, mas conseguindo dar a volta por cima com muito bom humor.

E claro, como não poderia mencionar...na maioria das vezes, consegui dar a volta por cima por ter pessoas maravilhosas ao meu lado. Nada se compara ao carinho da família e, principalmente, ao apoio e amor quase incondicional dos amigos. Não teria conseguido sem eles...cada um deles, com uma palavra de apoio, com um abraço amigo e com um colo pra me consolar...tive ajuda de onde nem imaginava e fortaleci laços que espero que sejam pra sempre...enfim, agradeço a todos que estiveram ao meu lado, uns mais que os outros, mas todos muito queridos e importantes na minha vida!

E é isso, estou de volta, agora pra ficar! Tenho muitas histórias para contar a vocês e espero que gostem e se divirtam, mas, acima de tudo, que percebam que temos a obrigação de correr atrás de nossa felicidade SEMPRE!

Até a próxima! E feliz ano novo (mesmo já sendo 4ª feira de cinzas).

bjkas

3 de janeiro de 2011

Ano Novo, Novas Resoluções

Fonte: www.google.com.br

Vocês já repararam como algumas pessoas, se não a maioria, se utilizam de subterfúgios para viver, criando uma própria armadilha para si próprias?


Explico. Por exemplo, têm pessoas que não mudam nunca de emprego, porque, mesmo insatisfeitas, não valorizadas e mal remuneradas, têm estabilidade e sabem que nunca serão demitidas; outras, acreditam que se morarem em mega estruturas cobertas de segurança, camêra, cachorros ferozes e não sairem nunca de casa, nunca serão assaltadas; outras se escondem por trás da timidez para não fazer nada ou quase nada do que realmente gostariam; outras se mantêm em seus relacionamentos, mesmo infelizes pois tem os filhos ou se sentem seguras ou estão acomodadas, tipo, "já sei como o parceiro é", "conheço seus gostos", "não preciso cuidar tanto da aparência" e por ai vai o rio de desculpas.


Entretanto, se repararem bem, todas estas correntes criadas por nós e que aprisionam a nós mesmos, são placebos produzidos numa tentativa de se preservar recheados com uma grande dose de medo. Isso mesmo, medo! Medo de encarar o mercado de trabalho e buscar uma oportunidade que valha a pena e que nos valorize como pessoa e profissional, medo que cega a ponto de ver que nada adianta construir um Fort Knox e viver como as freiras enclausuradas, medo que faz com não aproveitemos cada momento por vergonha do que os outros irão dizer, medo de ser feliz...


Às vezes, essas correntes estão tão apertadas que esquecemos que viemos a este mundo para ser feliz, aprender, crescer, se desenvolver e que de nada adianta se esconder atrás de um pretenso senso de auto-preservação. Desta forma não criamos anti-corpos, tal qual aquelas crianças que os pais não deixam nem sentar no chão...


Claro, não estou dizendo que devemos "tocar o puteiro", ser totalmente inconsequentes e não medir nossos atos, nem 8 nem 80. Vamos dosar as coisas.

Com certeza é mais fácil se render ao comodismo e manter aquele trabalho chato, um relacionamento entediante, olhando a vida por detrás de uma janela e nem se dando ao trabalho de esboçar um sorriso numa super festa com medo de parecer atiradinho...fácil? Pode ser! Mas será que compensa?


Já cometi muitas besteiras nessa vida. Peguei vários caminhos errados, ignorando todo e qualquer aviso de quem quer que seja. Bati a cabeça e voltei, peguei a outra estrada. Por vezes acertei e fui recompensada, por outras me estrepei e paguei o preço, mas quer saber? Não me arrependo de nada que fiz na vida. Claro, teria feito muuuuuita coisa diferente, tipo aquela historinha que ouvimos de nossa mãe "ah, se eu tivesse a sua idade com minha experiência", porém, a única forma de saber que fizemos besteira é fazendo, errando, se expondo, passando vergonha, euforia, ansiedade e medo. Medo? Sim, medo! Todos sentimos medo, mas o que não podemos fazer é deixá-lo nos dominar e desistir de viver...viver intensamente. O ideal é tentar ser feliz, sempre! Sem correntes!


É com essa reflexão que inicio o ano. Ano Novo, libertem-se das correntes, libertem-se do medo de ser verdadeiramente feliz.


É isso! Até a próxima.


Feliz 2011!!!


Bjs


14 de dezembro de 2010

Afinal, o que querem os homens?

Fonte: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.itu.dk/people/bendtsen/images/confuso.png&imgrefurl=http://fianna.multiply.com/journal%3F%26page_start%3D160&usg=__NRBpd8c2zakngA9Gj_tpB7RCM_g=&h=768&w=599&sz=21&hl=pt-br&start=34&sig2=yyBGkqcAF4bEpsCFwpiq7w&zoom=1&tbnid=1jyhhfSjoDEiKM:&tbnh=134&tbnw=105&ei=LksHTd3pIIa0lQf-gaWgDg&prev=/images%3Fq%3Dhomem%2Bconfuso%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1024%26bih%3D581%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:10%2C923&itbs=1&iact=hc&vpx=122&vpy=89&dur=631&hovh=254&hovw=198&tx=123&ty=140&oei=EksHTf7cHcH88AbyjqnpAg&esq=4&page=3&ndsp=17&ved=1t:429,r:0,s:34&biw=1024&bih=581

Outro dia ouvi um colega do trabalho dizendo que uma de suas colegas era uma pessoa muito “dada”...respirei fundo, contei até 10 e virei as costas sem falar nada. Conheço ela. Está sempre brincando com todos, sempre bem-humorada, não tem tempo ruim, conversa de tudo com todo mundo.

Bom, mas vamos lá. É sério mesmo que vocês homens, em pleno século XXI, ainda acham isso das mulheres que conversam e brincam com todos?

Quer dizer que as mulheres só podem conversar e brincar entre elas? Se decidem (é, pois é, nós já decidimos as coisas...não é maravilhoso isso?) participar de uma conversa em que a maioria é homem, então ela é dada?

Surpresa pra vocês: não é porque a mulher se enturma com homens que ela QUER DAR PARA VOCÊ!!!! Isso não quer dizer, EM ABSOLUTO, que ela irá para a cama com você. Desista!

Outra surpresa: mulheres gostam de falar tanta besteira quanto vocês..se não mais! Quando estamos entre amigos (e ai podem ser amigos homens também, tá?) falamos de sexo sem ou quase sem nenhum pudor. É divertido, é “educativo”, é interessante...qual poderia ser o problema? Porque somos mulheres?

Hoje podemos trabalhar fora, competir de igual para igual no mercado de trabalho e ainda cuidar da casa e da família, podemos carregar peso, pagar a conta do jantar (é, porque os homens já não se sentem mais obrigados a nem abrir a porta do carro..), podemos até votar, olha só, mas não podemos falar de sexo????

Ao longo dos tempos a mulher evoluiu muito, cresceu como pessoa, se tornou respeitada perante à sociedade e vocês, homens, continuam com o mesmo pensamento machista e pequeno que tinham no início do séxulo XIX...faz-me rir!

Falar de sexo não nos faz mais fáceis, nos faz mais divertidas...não precisamos mais conversar com vocês apenas sobre a novela das 8 ou sobre aquela receita de bolo maravilhosa que vimos no programa da Palmirinha...Wake up!!!!

Graças a Deus que toda regra tem exceção. Tenho amigos que adoram conversar sobre os mais variados assuntos, inclusive sexo, sem nenhum constrangimento. Também não acham que estamos nos oferecendo.

Surpresa nº 3: a mulher moderna não precisa falar de sexo para querer sexo. Hoje, ela simplesmente chega junto como vocês fazem há séculos. Além de que temos 1.003.485.345 formas de seduzir vocês fazendo com que achem que são vocês que estão fazendo todo o “trabalho pesado”.

É, em pleno século XXI, ainda tem muuuita coisa que precisam aprender sobre nós....e como diz um amigo meu: fica a dica!

É isso! Até a próxima!

Bjs

1 de dezembro de 2010

Voltei!!!

Fonte: http://www.designcomlimao.com/blog/wp-content/uploads/2008/03/nada_ver.jpg

O tempo voa, é impressionante...Há exatos 3 meses escrevi minha última coluna...3 meses!!! Parece que foi ontem...

Pois é, o tempo passa e se a gente não se dá conta, quando vê, deixou tudo pra trás. Correu tanto, tanto, tanto, mas na correria foi deixando as coisas importantes pra trás...tempos modernos!

Mas enfim, voltei! Quanta coisa aconteceu...A Dilma foi eleita, os mineiros foram resgatados, a policia tomou o Morro do Alemão, terremotos aqui, tsunamis ali, roubalheira acolá...é, ainda bem que não escrevo sobre atualidades, senão não teria muita novidade...

Hoje, vindo para o trabalho, ouvi na rádio: alguém da nova quadrilha da Dilma, ops, quer dizer, do novo ministério da Dilma foi questionado sobre qual o peso do Lula neste novo governo. Puxa, mas que pergunta fácil...até eu que não sou muito politizada sei: peso MORTO! Hahahahhaha.

E o Natal? Ah, o Natal!! As ruas ficam mais coloridas, decoradas e as pessoas entram no clima do “deixa disso” ou “tudo bem!”: esbarrou na rua? Tudo bem!; motoboy buzinou como louco na Marginal? Deixa disso, tudo bem!; encoxada no metrô? “Tudo bem!Caridade de final de ano”..brincadeira, ai, já é demais né?

Com o final do ano, as pessoas fazem o que deveriam fazer o ano todo. Se tornam mais humanas, amigas, lembram daqueles que gostam, sorriem mais, brigam menos, são mais ternas. Se abraçam, se beijam, fazem promessas para o novo ano, se enchem de esperança...até o dia 2 de janeiro...depois, tudo volta ao normal, principalmente em cidades como São Paulo: é cara amarrada, o famoso “Bom dia só se for pra você”, stress, correria...afê maria!

E falando nas promessas de final de ano, o ranking das mais feitas e menos cumpridas:

1 – Entrar na academia (entrar você até entra, o problema é realmente se exercitar);
2 – Parar de fumar (minha mãe, todo ano, jogava um maço de cigarros enquanto pulava as 7 ondinhas à meia-noite do dia 31 de dezembro. Prometia, jurava que nunca mais fumaria...e com a mesma facilidade que fazia a promessa, botava um cigarrinho na boca no dia seguinte);
3 – Aprender inglês (essa é clássica...tudo mundo tenta sair do I AM, YOU ARE, mas é só o professor entrar no verbo TO HAVE, que as pessoas desistem...muito difícil...rs);
4 – Arrumar um novo emprego (bom, aí você percebe que se tivesse realmente feito as suas aulas de inglês no início do ano, conforme prometeu pra si mesmo no final do ano anterior, conseguiria um novo emprego, poderia ganhar mais e até, quem sabe, pagar aquela clínica de estética que faz uma drenagem linfática ótima e que resolveria sua culpa de ser sedentário e não frequentar a academia);
5 – Arrumar um novo amor (tá sozinho, tá carente e ano novo é o momento de dar um tapa no visual e arrumar um novo amor, certo? Certo. Seria seeeeeeeee você realmente cumprisse suas promessas e largasse o cigarro e entrasse na academia, você poderia conhecer aquele gatinho (a). Ou se fizesse o tão desejado curso de inglês, poderia fall in love e com o inglês arrumaria um mega emprego e encontraria aquele colega gostoso que iria dar mole pra você... ui...tá vendo? É tudo um círculo...basta uma promessa cumprida para desencadear as outras. Chega a ser cabalístico).

E por aí vão as promessas...tem gente que promete cada coisa que até Deus duvida! “Prometo matar meu marido/mulher de pancada se me trair”, “Prometo ter mais paciência com meu chefe”...

Mas é isso! Brincadeiras à parte, o final do ano é uma ótima oportunidade para botar na balança tudo que fazemos e deixamos de fazer. Como dizem, ano novo, vida nova. Acredito que a virada do ano dá um restart (tão vendo? To estudando...rs) em nossas vidas para renascermos e fazermos o que realmente temos vontade.

De minha parte só posso agradecer por tudo que ganhei esse ano, por todos os amigos que ainda me aguentam, a todos os novos amigos que entraram em minha vida, a ter uma pessoa que me ama (ou pelo menos mente bem..rs) ao meu lado e por todas as nossas conquistas e, o maior de todos os presentes do ano, meu sobrinhozinho lindo, lindo, gostoso, cheiroso, amado e que nem sabe ainda, mas que já domina geral...mais do que bens materiais, agradeço a ter as pessoas que amo ao meu lado!

Agradeço também a todos que acessaram minha coluna ao longo do ano. Espero tê-los divertido com meu humor (negro, muitas vezes)e feito com que parassem um momentinho que fosse para refletir.

OBS: A imagem utilizada hoje não tem nada a ver com o assunto. Quis iniciar este artigo de hoje de forma diferente e divertida...espero ter conseguido...rs

É isso! Até a próxima!

Bjs

31 de agosto de 2010

Homenagem


Há algum tempo não atualizo meu blog, pois é...o motivo? Bom, a ideia é que o blog traga, às pessoas que estão lendo, diversão, reflexão e compartilhamento.

Compartilhamento? Sim! Cada vez que escrevo algo que vocês se identificam, estamos compartilhando experiências. Cada vez que recebo uma resposta de vocês sobre um artigo que escrevi, estou adquirindo novos conhecimentos.

A pergunta fica: por que não atualizei o blog? Não o fiz porque simplesmente, neste último mês nada chamou minha atenção que merecesse que escrevesse algo ou que valesse a pena para que parassem de fazer o que estão fazendo para ler. Simples não?

Mas hoje resolvi escrever, pois quero dividir com vocês uma grande lição de vida. Talvez vocês leiam e achem bobeira, mas um dia, espero que muito distante, vocês irão lembrar.

A grande lição que aprendi foi: dê valor à todos que você ama. Não espere amanhã para dizer "eu te amo". Dinheiro é super importante, mas aproveitar a vida é mais importante ainda porque não sabemos nosso destino.

Como aprendi? Da pior maneira possível. Há exatos 5 anos perdi minha mãe. Enquanto a tinha do meu lado, quem disse que eu dava valor? A gente brigava, ficava sem conversar e falava coisas que magoaram ambas profundamente... e agora me pergunto: por que perdemos tanto tempo?

Hoje, quando vejo alguém reclamando que a mãe enche o saco, que fica dando mil conselhos e palpites, penso que adoraria que a minha mãe estivesse aqui fazendo isso.

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. Infelizmente, ela não voltará mais e nunca poderei fazer nada para corrigir meus erros, entretaaaaaaaaaaaaaaaaanto, posso não errar mais neste quesito.

Hoje, digo eu te amo com muito mais facilidade às pessoas que realmente amo; minha carreira é importante, mas não mais importante do que um bate papo com os amigos, namorar meu marido ou relaxar e cuidar da minha saúde.

Não quero que esse artigo seja triste, de forma alguma, afinal seu título é HOMENAGEM.


Talvez não tenha dito tanto quanto gostaria, mas hoje, quero que este artigo seja, além de um desabafo, uma homenagem à pessoa que é razão de eu estar aqui hoje (desculpe pai, você participou da "fabricação" por uns 3 minutos só...rs...o resto foi com ela) e que me ensinou a nunca, jamais desistir da vida: MINHA MÃE. Se hoje levanto todos os dias para seguir em frente, devo a ela. Se hoje tenho forças para lutar, devo a ela. Me espelho em sua coragem para fazer isso.

Obrigada por ter feito parte da minha vida e por estar comigo todos os dias, mesmo em pensamento... te amo para sempre!

É isso pessoal! E pensem nisso: você já disse Eu Te Amo hoje?


Beijos a todos


14 de julho de 2010

O negócio é achar graça!



Hoje irei plagiar o estilo do Zé Simão, colunista da Folha de S. Paulo. Sou fã dele e adoro o jeito como ele escreve sobre os “hits” do momento de forma crítica, ácida e divertida ao mesmo tempo. Aliás, meu sonho de consumo seria, um dia, ter uma coluna como a dele ou a da Bárbara Gancia (também da Folha). Vamos lá então!

Buemba!Buemba!Buemba! Palhaça proletária urgente! Direto do metrô de São Paulo...é, porque usar transporte público em São Paulo só sendo proletário e palhaço!

Descoberto o mistério da falta de motivação dos funcionários que usam transporte público: tente chegar ao trabalho com vontade de produzir depois de ser espremido, empurrado e jogado de um lado do outro por conta das freadas dos motoristas. Gestores, por favor, sabemos que vocês vão para o trabalho de carro, então, tenham mais paciência e esperem o funcionário REALMENTE chegar. A chegada ao trabalho é todo um processo: ligamos o computador, bebemos uma aguinha, lavamos as mãos para evitar a gripe suína, conversamos um pouquinho com os colegas para daííííííí começar a trabalhar. Não tem nada mais insuportável do que mal chegar e já ouvir o chefe perguntando se você fez isso ou aquilo. Será que não dá para perceber que acabamos de chegar?

Falando em motoristas, queria entender o motivo que faz com que os “maquinistas” do metrô freiem daquela forma. Você tem que fazer força para não cair para frente quando ele freia e força para não cair para trás quando ele pára. Aquilo é realmente necessário? Será que existe uma competição entre eles para ver quem faz o maior número de strikes?

Pensemos: normalmente ele freia daquele jeito porque “estamos esperando a movimentação do trem à frente”. Bom, se ele sabe que tem um trem a X metros à frente, porque simplesmente não anda mais devagar? Dessa forma não seria necessário frear como se estivesse levando um bando de bois para o matadouro. Ai minha lombar!

E brasileiro acha graça em tudo, até na desgraça. Uma tiazinha tentando ser simpática hoje no metrô, com todo mundo fazendo malabarismo para se manter em pé, diz: “A gente já faz alongamento logo cedo, né? Ou faz destroncamento também!” rá...rá...rá...hilário!

Extra! Extra! Notícia urgente! Belletti é o novo reforço do Fluminense...importante né? Li esta notícia na tv do metrô enquanto tentava respirar...achei interessante compartilhar com vocês.

Encerrando no melhor estilo Zé Simão: Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

É isso aí, pessoal! Até a próxima.

1 de julho de 2010

A vida como ela é


Três fatos ocorridos esta semana me fizeram pensar ainda mais em que tipo de pessoas estamos nos transformando. Explico o motivo.

Ontem, 7 horas da manhã, metrozão de São Paulo (sempre o metrô). Entrei e como sempre estava cheio. Ok! Nenhuma novidade.

Uma senhora lia a bíblia. Que bonito! Tão raro hoje em dia...entretanto, de forma totalmente alheia ao mundo, ou seja, o livro aberto atrapalhava todos à sua volta, inclusive a mim, pois, ao invés de mantê-lo próximo ao corpo, o tratou como se fosse uma outra pessoa, bom, pelo menos ocupava o lugar de uma. Mas o problema maior não foi esse.

Entra outra senhora, de muletas. Como estávamos próximo à porta (eu e a religiosa) a senhora de muletas também estava próximo a nós. Numa tentativa desesperada de se segurar antes que o trem partisse e a derrubasse, ela gentilmente pediu licença à religiosa para poder se segurar na barra de apoio (lembram-se de que ela e o livro eram duas pessoas?).

Qual foi a reação de tão espiritualizada pessoa? Nenhuma! Simplesmente continuou lendo. Tanto eu quanto a senhora de muletas ficamos pasmas e graças a real bondade de outra pessoa que estava sentada, a senhora conseguiu sentar antes que caísse no trem.

Ai eu penso: do que adianta ler a bíblia se ela não pratica seus ensinamentos? Ou ela acha que ela terá um espaço no céu apenas por ler a bíblia? É igual àquelas pessoas que praticam maldade o ano todo e chega na Páscoa, não come carne porque é pecado...

Fato 2: Fui almoçar no Ragazzo, a comida italiana do Habib’s.

O local estava cheio, claro, e talvez por conta disso, os funcionários não viram quando uma menina de rua adentrou o restaurante. A menina deveria ter uns 13 anos, não estava mal vestida nem bem vestida, normal. Ela chegou de fininho, humilde, não chegou causando...

Veio até minha mesa pedindo algo para comer e antes mesmo que pudesse entender o que queria ou até mesmo responder vieram dois funcionários, de forma ríspida, para tirá-la de lá. Agarraram-na pelo braço e ela, imediatamente, começou a se debater. Confesso que todos ficamos sem reação. O funcionário a levou para a parte de cima do restaurante, provavelmente para não incomodar os clientes.

Ouvíamos apenas algumas vozes alteradas, não dava para entender o que falavam. De repente, duas funcionárias a pegam pelas pernas e braços e a levam para fora como quem leva um saco de batatas. A menina, em seu desespero e humilhação, se debatia sem parar. Depois de a colocarem do lado de fora, as portas foram fechadas para evitar que entrasse novamente.

Agora pergunto: precisava disso? Como disse, a menina chegou numa boa, sem criar problemas, estava com fome e foi pedir comida. Se os funcionários ou gerente colocassem meia dúzia de salgadinhos num saquinho e entregasse a ela, qual seria o prejuízo? R$ 5.00? Nem isso!

Ok, não dá para alimentar todos os famintos que pedem, senão o comércio e nós mesmos precisaríamos trabalhar para alimentar os sem-teto, mas humilhá-la daquela forma?
Certamente ela já foi refém de situações como essa milhares de vezes e por isso se defendia como um animalzinho acuado.

Se não queriam que ela entrasse, porque não fizeram nada lá na entrada? Precisava fazê-la passar por isso? Todos ficamos constrangidos e sem reação. Depois que tudo aconteceu, pensei que deveria ter a colocado numa mesa e pago tudo que quisesse comer. Ai certamente não a colocariam para fora como a um saco de batatas.

Por último, quando vinha para o trabalho hoje, lia um desses jornais diários entregues no metrô quando uma noticia me chamou a atenção.

Em uma das colunas do jornal, um leitor, servidor público de Vitória, indignado, perguntava por que os servidores federais do poder executivo foram tão menosprezados e desvalorizados pelo governo, após 35 anos de serviços prestados, recebendo uma aposentadoria de R$ 2.500,00.

R$ 2.500???? E ele está reclamando??? Será que ele tem idéia de qual é o salário de um aposentado no Brasil? Têm idosos que vivem com apenas um salário mínimo!!!! Claro que comparado com os salários dos políticos, R$ 2.500,00 é dinheiro de bala, mas vamos combinar que não é um salário tão ruim assim para o servidor se indignar tanto...estou errada?

Pois é gente, o que vejo é que a cada dia que passa, as pessoas se preocupam menos com os outros e mais consigo mesmas. O dinheiro é mais importante que tudo. Respeito e compaixão pelo próximo é besteira, o que importa mesmo é TER e não SER.

Triste o mundo que estamos deixando para as gerações futuras...triste!

É isso aí. Até a próxima!

9 de junho de 2010

10 dicas para tornar o mundo melhor


Existem pequenas ações que poderíamos colocar em prática que certamente ajudariam a mudar o mundo em que vivemos, mesmo que esse mundo seja sua cidade, bairro, empresa ou sua casa.

Assim, embora acredite que seja de conhecimento de todos, não custa nada reforçar quais são elas. Segue a relação embaixo:

1 – No trânsito, dê passagem quando outro motorista pedir. Você não sabe qual o motivo de sua pressa e atrasá-lo não o ajudará a chegar mais rápido ao seu destino.

Além disso, causará stress nos dois: você que não quer deixá-lo passar e ele que tenta a todo custo uma brechinha para trocar de pista. Acredite, se tirar o pé do acelerador, não chegará tão atrasado assim.

2 – Não é porque as pessoas te dão passagem no trânsito que você irá abusar. Não “corte” os outros, não deixe para mudar de pista em cima da hora e se informe sobre o melhor caminho para chegar ao seu destino.

3 – Não se estresse tanto no trânsito. Esqueça um pouco a buzina e o farol alto. Use-os somente quando for necessário. Isto irrita!

4 – Alguém fez algo que você não gostou, mas pediu desculpas? Corresponda ao pedido de desculpas. Seja simpático. Pequenas frases como “OK! Sem problemas” ou ”Imagina, não foi nada” fazem toda a diferença. Se a pessoa pediu desculpas é porque não fez de propósito, então não precisa fechar a cara e rosnar para ela.

5 - Respeite a pressa das pessoas seja na rua, no trânsito, no metrô ou em qualquer lugar. Ande pela “direita” e deixe a “esquerda” para quem quer ou precisa correr.

6 - Respeite as pessoas, principalmente em transporte público. É um absurdo dizer isso, mas ainda existem porcos que se aproveitam da precariedade do transporte público para se encostar nas mulheres. Nem animais fazem isso. Ah! Ainda tem as pessoas que sentam nos bancos reservados para idosos, deficientes e gestantes e fingem estar dormindo para não ceder o lugar a quem realmente precisa...sem comentários!

7 – Dividimos o espaço com os animais, então respeite-os! Não é necessário mirar gatos, cachorros ou pombos com seu carro quando estão atravessando a rua, certo?

Deixe-os passar...não custa nada reduzir a velocidade (sei que as vezes é complicado, principalmente se estiver na Marginal, por exemplo, mas não custa tentar), desviar ou até parar se for possível. Uma pessoa que maltrata animais nem pode ser chamado de um animal, pois com certeza estaria ofendendo os bichinhos...se liga!

8 - Quer subir na empresa? Então trabalhe duro! Não é necessário bajular os “grandes”, menosprezar os “pequenos” e puxar o tapete dos “iguais”.

9 - Cumprimente as pessoas, seja simpático. Você é daquele tipo de pessoa que é todo sorriso para o diretor da empresa, mas torce o nariz para o faxineiro? Lamentável!

Uma vez ouvi uma frase que dizia: “Quer conhecer o caráter de alguém? Veja como trata o faxineiro, porteiro, garçom, etc..”. É a mais pura verdade! Às vezes a pessoa precisa se sentir importante, então menospreza pessoas com cargos mais humildes, mas na verdade, em minha opinião, quem faz isso não passa de excremento.

10 - Habitue-se a sorrir, por mais difícil que seja em uma cidade como São Paulo.

OK! Nem sempre é fácil. São Paulo é cidade pra doido! Estamos sempre a mil por hora, tudo é pra ontem e precisamos correr muito se quisermos algo...maaaas, não custa tentar. Tente sorrir para alguém que está de mau humor e veja o que acontece. Te garanto, não dói!

Estas são algumas dicas que imaginei serem interessantes, apesar de extremamente básicas. O que achou? Tem alguma outra dica que poderia ser incluída nesta lista?

Então me envie que publicarei nas próximas semanas: patty_drv@yahoo.com.br

É isso! Até a próxima!

2 de junho de 2010

O poder de um sorriso




Segunda feira de manhã. O celular desperta. Abro a janela do quarto. Vejo e sinto o frio que está lá fora. Penso: “Ninguém merece ter que levantar tão cedo com tanto frio para ir trabalhar”.

Mas enfim, a preguiça perde espaço para a necessidade de ter as contas pagas e, sob este cenário, começa mais uma semana. A parte boa: a semana será mais curta...5ª feira é feriado e 6ª feira a empresa emenda...uhúúú.

Bom, faço meu pequeno ritual matinal: levanto da cama, tomo banho, coloco meus “olhos postiços” (lentes de contato), me troco, enfrento o trânsito da Marginal Tietê (parabéns aos envolvidos, realmente a obra NÃO adiantou nada! O trânsito parece pior para mim) e chego ao metrô...ah! o metrô.

Em uma 2ª feira de manhã, o metrô parece mais insuportável do que usualmente. As pessoas-zumbis (é, porque as pessoas parecem aqueles zumbis dos filmes americanos de segunda categoria tamanho o sono, cansaço e vontade de comer seu cérebro pra ganhar um lugarzinho no vagão) correm, espremem os outros no trem de forma mais intolerável ainda. Ah! Tem aqueles que andam “visitando as instalações do metrô”. Esta raça de zumbis simplesmente não anda. Enquanto a maioria se mata para chegar logo ao metrô, sempre têm uns e outros que ficam na “pista da esquerda”, mas esquecem que ela é destinada a quem quer correr... Ai, 2ª feira é fogo!

Chego ao vagão...lotaaaado! Vejo um lugar, destinado a deficientes, idosos, etc, etc, mas ainda assim um lugar. Sento e penso: “Assim que aparecer alguém em uma destas “categorias” eu saio”. Bom, claro que como toda boa 2ª feira, não deu nem pra esquentar assento. Em menos de 30 segundos entra uma mãe com seu bebezinho. O que fiz? Fingi que dormia...Calma, calma, brincadeirinha. Claaaro que cedi o lugar. É o mínimo que uma pessoa civilizada deveria fazer.

Posto tudo isso, já deu pra perceber qual era o clima no metrô, certo? 2ª feira, frio, mau-humor, metrô lotado...ai, ai. Maaaas esperem, não é só isso! Lendo este artigo você ainda ganha um espetacular livro “Cozinhando com Tia Pepa”... ops, isto é propaganda de canal de TV...rs

Lembram que disse que a mãe entrou com seu bebê? Então, este é o assunto do artigo. Não vou reclamar DE NOVO dos serviços do metrô.

Fiquei bem na sua frente, já que cedi meu lugar e por isso puder analisar tudo que acontecia em minha volta. O bebê deveria ter uns 9 meses e enquanto todos, TODOS, curtiam seu mau-humor espremidos como um bando de pingüins no inverno, ele sorria sem parar.

A mãe, coitada, deveria ser a mais cansada, mas ainda assim brincava com o filho esboçando um sorrizinho amarelo. Ele olhava todos a sua volta e sorria sem parar. Um sorriso gostoso, inocente como todos nós já fomos um dia.

Não pareceu estar ligando para o frio, para o aperto, por ser uma 2ª feira. Simplesmente sorria e brincava com a mãe inocentemente.

Juro, sua alegria contagiou a todos ao seu redor. Principalmente às mulheres, claro. Aos poucos, fomos desamarrando nossas caras e entrando na “onda do bebê”. Se pensaram como eu, os outros também não se importaram mais com as coisas que aconteciam à volta e se deixaram embalar pelas gargalhadas da criança. O clima mudou! Ficou alegre, colorido, ensolarado.

Fiquei imaginando em que momento todos que estavam ali haviam perdido aquela alegria toda.

Estação Sé! Desembarque pelo lado esquerdo do trem. A mãe e o bebê descem. O clima volta a ficar frio e cinza. Lá se foi nosso pequeno solzinho de 2ª feira de manhã.

Que pena!Os zumbis voltam ao seu estagio catatônico de ser.

É isso! Até a próxima!

26 de maio de 2010

Consumidores X Empresas


A partir da década de 90, as relações entre consumidores e empresas mudaram drasticamente.

Claro que estas mudanças não aconteceram do dia para a noite, mas, gradativamente as pessoas passaram a exigir seus direitos.

Recordo-me que na época trabalhava no Call Center de uma grande empresa e essa transformação foi perceptível. No princípio, o consumidor tinha vergonha de exigir seus direitos e o fazia de forma tímida, quase que se desculpando.

Porém, aos poucos, as coisas foram mudando. Hoje o consumidor sabe o que quer e sabe quando está sendo enganado ou enrolado e não pensa duas vezes em botar a boca no mundo.

A meu ver isto é excelente, pois as empresas saem da zona de conforto que ficaram por anos, começam a se coçar e a pensar em fidelizar seu cliente.

Segundo Philip Kotler (o papa do marketing), conquistar novos clientes custa entre 5 a 7 vezes mais do que manter os existentes, ou seja, fidelizar.

Pois é, sabendo disso, chegamos à conclusão de que as empresas fazem tudo para nos manter como clientes, certo? Errado! Quantas promoções você já viu nos veículos de comunicação que atraem novos clientes? E quantas promoções você já viu nestes mesmos veículos promovendo a fidelização? Então...

Ok, estou falando de produtos, mas os serviços também geram fidelização. Como? Por exemplo, com um bom atendimento pós-venda. Vá a uma loja em qualquer segmento comprar qualquer produto e veja como será atendido. No dia seguinte volte à loja pedindo a troca do produto e veja como será atendido. Certamente com pouco caso e quase com nojo. O mesmo vendedor simpático que te atendeu no dia anterior com um sorriso de orelha a orelha te olhará agora com cara de “que saco! Estou deixando de vender para aquele outro cliente ali”. Pois é, é a tal da pós-venda.

Acho que as empresas ainda não perceberam que se um cliente for bem atendido em qualquer etapa da venda (pré-venda, venda ou pós-venda) ele será fidelizado e fará a tão conhecida propaganda boca-a-boca.

Vou apresentar dois exemplos que mostram a diferença entre um bom e ruim atendimento.

Acredito que quem mora em São Paulo conhece a rede de supermercados Sonda, correto? Faço questão de divulgá-la, pois este é o exemplo de um ótimo atendimento.

Enquanto as concorrentes se matam em fazer propaganda a cada 2 minutos na TV, a quantidade de comerciais desta rede é menor (pelo menos aparentemente). Talvez influenciados pelos comerciais acabamos indo a estes concorrentes...e o que vemos? Funcionários mal humorados e filas intermináveis, mesmo na fila “rápida”.

Acostumados a isso, abstraímos e aceitamos esse tipo de tratamento.

Entretanto, confesso que me espantei quando fui ao Sonda. Do segurança do estacionamento ao operador de caixa, TODOS são educados e prestativos, TODOS. Não sei se seus salários são maiores, mas a questão é que todos te tratam com respeito e cordialidade.

Fila? Isso não existe nos endereços que fui (conheço 3, em pontos distintos da cidade). TODOS os caixas funcionam, não existem “caixas-fantasmas”.

Com isso, o cliente não se estressa e nem a pobre coitada da caixa que precisa atender 100 clientes em 10 minutos. Você entra e sai do supermercado feliz e, mesmo que os preços sejam um pouco maiores em alguns casos (veja bem, não estou afirmando que os preços são maiores, mas invariavelmente pode ocorrer), jamais deixarei de ir ao Sonda para comprar em seu concorrente. Neste caso, simpatia, ótimo atendimento, rapidez e prestatividade compensam qualquer R$ 5 a menos em outro supermercado.

Este é o exemplo de que, bem fidelizado, o cliente volta e indica aos seus contatos. Por isso eu digo, para quem ainda não conhece, visite o Sonda e veja o quão tranqüilo é o ambiente.

Agora o efeito contrário: o mau atendimento!

A empresa? Uma conhecida rede de móveis planejados que atende pelo nome de uma, não tão antiga, novela das 21h da Globo (onde as duas protagonistas formavam uma dupla sertaneja quando mais novas).

Cliente pela segunda vez da loja (primeiro fiz, na mesma loja, os móveis planejados de minha cozinha e depois do quarto e banheiro) pela qualidade do produto, rapidez e cordialidade da vendedora, vi desmoronar todo o “gosto” que tinha em ser cliente pela terceira vez quando, um dia, fosse fazer o quarto do meu filho. E tudo graças à gerente da loja.

Explico. Nesta segunda compra emiti vários cheques pré-datados, afinal é a única forma de pobre comprar alguma coisa de qualidade...rs.

Qual foi minha surpresa quando vi que, um desses cheques, que seriam descontados apenas no final do ano, não somente acabava de ser depositado quanto seu valor alterado.

Após identificar que o cheque realmente se tratava de um dos que tinha dado à loja, liguei e quis conversar com a gerente, pois imaginei que seria a pessoa certa para me atender.

Ok, confesso que estava nervosa, mas qual deveria ter sido o papel da gerente?

Por experiência de mercado, deveria ter me acalmado, certo? Errado! Ela não só me deixou mais nervosa com frases como “vou ver o que posso estar fazendo, mas não posso te dar uma resposta tão rápida” quanto me fez acreditar que eu era uma burra ignorante que estava caluniando a loja.

Frases como “precisamos ver se o cheque é nosso” ou “também podemos colocar em dúvida sua palavra” foram recorrentes.

A ligação acabou com ela praticamente desligando o telefone na minha cara e com meu marido quase indo à loja brigar com esta “gerente”.

Precisava disso? Claro que não.

Quando consegui falar com uma amiga que é advogada e no dia seguinte com o banco (no dia em que descobri já havia se encerrado o horário bancário), descobri que um cheque qualquer meu havia sido clonado sendo usado o mesmo número do cheque que dei à loja. Simples assim! O banco descobriu e simplesmente recolheu o cheque.

Agora, se você é lojista certamente conhece esses casos então a parca função dela deveria ter sido me acalmar, dizer que iria verificar o mais rápido possível (acreditem, mesmo que esse “o mais rápido possível” fosse apenas no dia seguinte, se a empresa demonstra real preocupação e interesse, você espera) e talvez até supor o que tinha acontecido (imaginando-se que ela tenha experiência na função, condição esta fundamental para ocupar um cargo de gerência, certo?).

Imaginando-se que ela não tenha experiência (e ai realmente não entendo porque ocupa um cargo de gerência) e não tivesse a mínima idéia do que realmente pudesse ter acontecido, ainda assim, sua função era de me tranqüilizar e se mostrar prestativa para resolver meu problema.
Mas isso não aconteceu e, com certeza, mesmo gostando da qualidade de seus produtos, jamais voltarei a comprá-los por conta de seu atendimento.

A loja perdeu uma cliente, que nem gasta tanto assim, mas ainda assim uma cliente que poderia estar aqui dizendo o quanto favorita é esta loja em razão de outras.

É isso! Até a próxima!